• A Terapia Ocupacional Expressiva


    Já sabemos que é impossível dissociar o físico do mental, pois afinal somos uma pessoa só e esses dois aspectos se compõem para formar nossas características. A terapia ocupacional visa integrar esses ambos os planos a fim de proporcionar um tratamento holístico da pessoa, reintegrando-a socialmente no ambiente de trabalho, lazer, com a família etc.

    Os tipos de terapia ocupacional podem ser bastante diversos, como físico, lúdico, pedagógico, artesanal entre outros, porém as atividades expressivas, como dança, trabalhos corporais, música e arte estão sendo cada vez mais utilizadas, pois permitem que o sujeito se expresse livremente e se reconheça em sua criação, podendo perceber suas dificuldades e repensar seu modo de vida.

    Dessa forma, o tratamento torna-se bastante efetivo pois se une a algo com o que a pessoa se identifica, já que ela estabelece qual tipo de expressão artística gosta mais, fazendo com que se empenhe mais no resultado do trabalho.

    É sempre importante entender o que nos dá prazer, de qual forma estamos mais confortáveis em nos expressarmos e como nos sentimos livres para sermos nós mesmos. Cada um tem sua forma de expressão artística, o que não necessariamente está relacionado a “talento” para arte.

    Essa reflexão acerca do que nos possibilita criar livremente e produzir algo de que nos orgulhamos é essencial para o trabalho da terapia ocupacional, permitindo que a pessoa se sinta responsável pelo próprio desenvolvimento.
    Postado em 08/06/2010
  • O que é a Síndrome do Pânico


    Bastante comum ouvirmos esse nome no dia-a-dia, a síndrome do pânico tem acometido cada vez mais pessoas, principalmente as que vivem em grandes centros urbanos. Cerca de 2 a 4% das pessoas sofrem desse distúrbio, numa proporção de 3 mulheres para 1 homem.
    O transtorno, ou síndrome do pânico é uma condição mental psiquiátrica, em que a pessoa tem ataques de pânico esporádicos, mas intensos e muitas vezes recorrentes. Seu diagnóstico não é tão simples, pois se diferencia de outras crises de ansiedade justamente pelo caráter súbito de seus sintomas, normalmente sem fatores desencadeantes aparentes.
    Os sintomas físicos precedem os psicológicos, pois o corpo se prepara para a “fuga” frente a um risco iminente, que não existe. A produção de adrenalina aumenta, causando aceleração da frequência cardíaca e respiratória, gerando hiperventilação e palpitações. Seguindo isso, podem aparecer calafrios, sudorese, tontura, náusea, contrações musculares e, posteriormente, os sintomas psicológicos, como medo de perder o controle, sensação de debilidade, medo de morrer, distorção da percepção da realidade etc.
    Depois de uma crise de pânico, a síndrome pode se desencadear exatamente porque a pessoa passa a sentir medo de ter medo novamente. Ela então cria fobias de situações rotineiras e procura evitá-las, e isso se torna cíclico, podendo, inclusive, impossibilitar o indivíduo de sair de casa ou encontrar pessoas de seu círculo social. Por isso essa doença pode ser considerada grave e merece atenção especial no tratamento.
    É comum o transtorno do pânico se manifestar em pessoas jovens, de 21 a 40 anos, e socialmente ativas, que tenham um ritmo acelerado nas atividades cotidianas, que assumam cargas excessivas de responsabilidade e que sejam muito autoexigentes e controladoras. Por conta do estresse e tensão acentuados, acabam por terem uma predisposição à crise. Foram percebidos casos recorrentes na mesma família, o que pode significar também certa predisposição genética no aparecimento da síndrome, porém não é fator determinante.
    Real e potencialmente incapacitante, a síndrome do pânico pode ser controlada com medicamentos e psicoterapia. É ideal também a pessoa fazer uma reflexão acerca da rotina que leva e o grau de preocupação que deposita em suas atividades. Vale lembrar que ninguém morre de ataque de pânico, apesar de essa ser a sensação. Ao tomar consciência disso, o indivíduo em crise consegue buscar ajuda para os sintomas momentâneos e posteriormente iniciar o tratamento.

    Postado em 01/06/2010
  • A Empatia Como Fator de União


    É interessante como o conceito de empatia pode abrigar diversos outros conceitos essenciais no relacionamento humano: compreensão, respeito, disponibilidade e também união. A união pode ser considerada uma consequência da relação empática.

    Quando compartilhamos com o outro e somos recebidos com empatia, estamos permitindo que ele entenda-nos de forma fidedigna e perceba nossas tristezas e nossas alegrias. Permitimos que e outro se identifique conosco, mesmo que nunca tenha passado por situação semelhante.

    Assim também é possível aprendermos com as experiências da pessoa que compartilha conosco, desde que estejamos empaticamente disponíveis. E nos permitirmos enxergar o mundo pelos olhos do próximo, agregando, se acharmos por bem, valores aos nossos valores.

    Socialmente podemos, dessa forma, exercitar o conceito de cidadania e de altruísmo, criando laços com as outras pessoas e pensando, dentro de determinada situação, por diversos ângulos. Podemos pensar em coletividade, sem esquecermos nossas próprias necessidades.

    Sendo assim, há uma forma de equilíbrio entre o eu e as demais pessoas, possibilitando a união de acordo com os pontos de vistas comuns, porém não únicos, sendo que mesmo diante da mesma situação e sob perspectivas diferentes, as pessoas consigam uma congruência na busca pela melhor opção para todos.
    Postado em 01/03/2010
  • O Conceito da Empatia


    Segundo definição do Dicionário Aurélio, empatia é uma tendência para sentir o que se sentiria, caso se estivesse na situação e circunstância experimentadas por outra pessoa.
    Como complementação desse conceito, Carl Rogers define empatia como uma capacidade de perceber com precisão, levando em conta os componentes e significados emocionais, o quadro de referência interno de outra pessoa, como se ela mesma fosse essa outra pessoa, porém sem perder sua própria referência. É compreender o mundo do outro como se fosse o seu, se aproximar dos sentimentos da outra pessoa e permitir que ela também possa se aproximar dos seus sentimentos.

    Sendo assim, quando compartilhamos uma tristeza ou angústia e sentimos que realmente somos compreendidos, nossa percepção para esse problema se torna mais aguçada, pois nos permitimos expressar de forma livre, sem julgamentos e conseguimos trazer conteúdos que talvez não fossem mencionados de outra forma. Podemos, então, ampliar a percepção de nós mesmos, contando ainda com o apoio do outro, que nos compreende.
    E quando nós nos tornamos empáticos com o outro? É importante ressaltar que empatia é ver e sentir a situação como o outro vê e sente, porém sem esquecer-se dos próprios valores. Estar empaticamente disponível ao outro, é se permitir isso, sem utilizar julgamentos de valores. É reconhecer que a pessoa diante de nós é diferente e tem sentimentos diferentes, porém não perde sua característica em comum conosco: ainda é pessoa e ainda tem sentimentos. Ter uma relação empática com o outro significa compreendê-lo e ser compreendido.
    Postado em 22/02/2010
  • O Acompanhamento Terapêutico como Alternativa


    O acompanhamento terapêutico (AT) é um procedimento que surgiu em meados da década de 60 na Argentina e no Brasil. Pelo fato de propiciar a articulação entre a necessidade de uma população específica e a possibilidade de um atendimento fora dos espaços tradicionais como consultório e instituições, o AT tem se revelado um recurso eficaz e é cada vez mais utilizado no trabalho terapêutico.
    O modelo de atendimento do acompanhamento terapêutico não pode ser categorizado, nem especificado ao certo. A utilização dessa prática clínica se estabelece na compreensão de que a pessoa acompanhada será capaz de se desenvolver quando encontrar condições favoráveis para isso. O acompanhante, então, é o meio para que isso ocorra. Ele adota uma postura de acolhimento, assumindo o papel de facilitador, possibilitando ajudar o outro em seu desenvolvimento.
    Estamos em uma época que as novas formas de autoconhecimento são cada vez mais demandadas, mas em contrapartida há certa dificuldade em encontrar um lugar próprio, íntimo e privativo, devido à globalização em massa, e às redes de relacionamento que acabam por se tornar um tanto invasivas. Com a necessidade de cada vez mais participar do mundo, o Acompanhamento Terapêutico mostra-se como uma modalidade de atendimento clínico importante para auxiliar no tratamento do sofrimento na atualidade.
    A partir dessa modalidade diferenciada, que de início gerou muitas dúvidas, mas em também grande curiosidade, é possível experienciar essa nova forma de tratamento psicológico, contando com um setting terapêutico inovador, realizando atendimentos fora do ambiente do consultório e acadêmico e visando uma nova vivência e perspectiva sobre o próprio desenvolvimento.
    Postado em 12/02/2010
  • O Papel Social do BBB


    É notável que a décima edição do Big Brother Brasil é diferente de todas as outras nove edições. Além de contar com um time “colorido”, essa edição está recheada de pessoas menos deslumbradas e mais reais, e também mais acostumadas ao termo diversidade.

    Aliás, mesmo dentro de grupos por “afinidades”, os Sarados, os Belos, os Cabeças, os Ligados e os Coloridos são diferentes entre si e esbanjam sua personalidade enquanto nós, curiosos, fitamos a TV esperando a próxima movimentação dos brothers.

    É interessante notar o quanto nos mobilizamos com as aflições e alegrias desses personagens e essa mobilização é o termômetro do quanto nos influenciamos por programas desse tipo. Eis o porquê do sucesso tão aterrador dos reality shows, e a necessidade destes programas assumirem que têm um papel social de extrema importância.

    O que o BBB10 faz é jogar em nossas telas um reflexo bastante reduzido da nossa realidade, mostrando pessoas não tão boas, mas não tão más, pessoas que se ajudam, que confabulam, que se respeitam, que têm preconceito velado, enfim, pessoas normais, com uma pitada de romantismo e belos rostos, para chamar atenção da audiência.

    Porém, estarmos dentro dessa casa, mesmo estando fora, faz com que nos acostumemos, ou pelo menos que aceitemos que existem pessoas pelas quais nos afeiçoamos e que são diferentes, fora dos padrões do que a sociedade chama de “aceitável”. Afeiçoamos-nos por aquele que é homossexual, por aquele que é mais caipira, pelo rosto bom e também pelo rosto mau.

    E dessa forma, talvez não de imediato, talvez bem aos pouquinhos, começamos a olhar o mundo ao nosso redor como olhamos à televisão, de uma maneira mais compreensiva e com o entendimento que todos nós, em nossa diversidade, estamos no mesmo barco, ou, por melhor dizer, na mesma casa.
    Postado em 04/02/2010
  • O TDAH - Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade


    O TDAH, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, afeta entre 3% a 5% da população, porém, por ser pouco conhecido, há certa dificuldade no diagnóstico, o que faz com que as pessoas portadoras desse transtorno, até serem diagnosticadas, passem por desleixadas, desorganizadas e às vezes até menos inteligentes.

    O transtorno do déficit de atenção com hiperatividade é causado por uma disfunção neurobiológica, pois a atividade do córtex frontal é diminuída por conta de um número menor de neurotransmissores, porém pode ser considerado um distúrbio biopsicossocial, já que fatores psicológicos e sociais também influenciam nos sintomas.

    A pessoa que tem esse distúrbio tem dificuldade em aproveitar seu potencial criativo e intuitivo devido a três sintomas principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Não consegue se concentrar em uma atividade, sua cabeça explode em pensamentos diversos, acaba sempre por ter tarefas inacabadas e tem dificuldade de se organizar, interna e externamente. Normalmente acompanhado por alterações de humor, esse indivíduo tem comportamentos impulsivos e por vezes agressivos, já que não consegue manter-se focado em um assunto, torna-se impaciente.

    O TDAH aparece desde a infância e, caso não seja identificado, os sintomas permanecem até a fase adulta, causando problemas na vida pessoal e profissional. A pessoa não consegue controlar suas emoções e acaba por ter comportamentos antissociais.

    O tratamento precisa começar por uma explanação do que é o TDAH e pela conscientização do problema. O ideal é um tratamento combinado, unindo psicoterapia e medicação, para ativar o córtex frontal.

    A linha psicológica que se adapta melhor ao tratamento é a comportamental, pois o psicoterapeuta acaba por fazer um papel de instrutor da pessoa, estimulando o autocontrole das emoções e das reações e a mudança de hábitos adquiridos devido ao distúrbio.
    Postado em 03/02/2010
  • A Diversidade no Ambiente de Trabalho


    Há alguns dias li um texto que falava sobre os problemas que a diversidade pode causar na empresa e fiquei extremamente surpresa que ainda existam pessoas que pensem dessa forma. A diversidade, como fator constituinte da sociedade, obviamente está presente em todos os meios que nos cercam, inclusive no trabalho.

    E as empresas têm muito a ganhar com essa diversidade! É fácil percebemos isso quando pensamos em perfis comportamentais. Cada pessoa tem algumas características mais marcantes e outras menos desenvolvidas. Uma empresa que tem todos os funcionários com os mesmos pontos fortes e as mesmas fraquezas, não conseguirá ser uma empresa completa e suas pessoas não conseguirão ser desenvolvidas.

    A diversidade aparece justamente nessa questão: equilibrar as características das pessoas que trabalham juntas, a fim de criar uma equipe completa, onde o déficit de um pode ser suprido pela qualidade de outro e vice-versa e onde há troca de conhecimentos e habilidades.

    Além disso, vivemos numa época em que a globalização exige das gestões empresariais cada vez melhores resultados frente a novas demandas e desafios. Dessa forma, produtividade, competitividade e compromisso social são essenciais para a sustentabilidade e o sucesso dos negócios. A diversidade, nesse contexto, representa grandes ganhos para o ambiente interno, gerando melhor qualidade de vida, o que reflete diretamente na produtividade, e para o ambiente externo, já que, hoje as relações mercado-sociedade demandam responsabilidade social para se manterem.

    A valorização da diversidade significa ter por princípios o olhar para o mundo atual, a contribuição para uma sociedade com oportunidades iguais, o respeito à dignidade e a consciência de cidadania.
    Postado em 03/02/2010
  • A Diversidade é Boa!


    Diversidade está relacionada à variedade e convivência de idéias, características ou fatores diferentes entre si, de acordo com o assunto ou situação; algo que faz parte do nosso mundo desde sempre, porém que ainda não nos acostumamos plenamente com a ideia.

    Por muitas vezes levantamos a bandeira da igualdade e esquecemos que é impossível existir qualquer pessoa no mundo igual à outra. As diferenças podem ser desde sexo, cor de pele, religião, orientação sexual, condições físicas, classe social, idade, entre outras tantas diferenças objetivas que temos e, mesmo quando todas essas características são similares, temos ainda algo maior, a diversidade de pensamento.

    O respeito à diversidade implica em entendê-la como algo natural no mundo e, quando assimilada essa ideia, é mais fácil entender o momento em que nos tornamos iguais: justamente por sermos diferentes e termos nossas peculiaridades.

    É importante que nossa igualdade não nos descaracterize, porém, diante da lei, somos todos seres humanos e participantes da mesma Declaração Universal dos Direitos Humanos. Temos o direito de ir e vir igualmente e de poder interagir com a sociedade da mesma forma que todos, não permitindo que nossas diferenças nos inferiorizem diante dos padrões que a sociedade delimita; padrões esses que também devem ser refletidos, pois, como criar padrões em um mundo diverso, em que as diferenças imperam em todas as esferas?

    Irei escrever mais alguns textos sobre diversidade em vários âmbitos e para que faça sentido, deixo para reflexão a frase do professor Boaventura Santos: “Temos o direito de ser igual quando a diferença nos inferioriza, temos o direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza.”
    Postado em 03/02/2010
  • Ansiedade e Gula


    Os transtornos de ansiedade afetam, atualmente, cerca de 20 milhões de pessoas por ano, sendo a forma mais comum de transtorno psicológico do mundo.

    A ansiedade é um estado emocional de apreensão, desencadeado por situações vividas que podem gerar insegurança, por exemplo, situações inusitadas, de perigo, de exposição, novidades, expectativas, punições etc. Esse sentimento causa diversas reações psicológicas e físicas, como angústia, cefaléia, taquicardia, sudorese, entre outras.

    Um dos transtornos de ansiedade mais comuns é o transtorno da compulsividade, que pode acontecer quando a busca pelo prazer, ou pela perfeição é tão imperativa que se acaba perdendo o controle e agindo de forma impulsiva, tornando aquilo que antes era um prazer, em obrigação.

    A compulsão por comida, mais conhecida como gula, é bastante comum na sociedade, pois existe um condicionamento a comer em grandes quantidades para suprir alguma ausência, ou ainda para esquecer de algum problema. Isso acaba tornando-se um ciclo-vicioso, pois se come muito para superar determinada insatisfação, porém com essa ingestão descontrolada de alimentos vem um aumento de peso que gera ainda mais insatisfação e mais ansiedade.

    Esse comportamento excessivo é sinal de que algo está errado e precisa ser tratado. Claro, é importante ressaltar que são comuns em todas as pessoas comportamentos impulsivos, ou, como podemos chamar, “manias estranhas”. É normal, também, todos passarem, em determinados momentos da vida, por situações de ansiedade.

    Porém, torna-se um problema quando esses comportamentos dominam o estado mental e acabam gerando angústia e sofrimento, impedindo a pessoa de vivenciar outras experiências. Para esses casos, a psicoterapia é bastante eficiente, pois faz com que a pessoa compreenda esse problema, aprenda a conhecer seu próprio corpo e suas reações e quais são as situações que desencadeiam o comportamento compulsivo e ainda consiga criar estratégias para o autocontrole.
    Postado em 03/02/2010

Thais Modena

Psicóloga - 25 anos
Especialista em Recursos Humanos e desenvolvimento de pessoas.

Possui sólida experiência em Recursos Humanos, integrando e adaptando novos colaboradores, formando tutores, elaborando e implantando programas com universidades, recrutamento e seleção e treinamento e desenvolvimento. Também trabalha com inclusão social e diversidade.

Hoje é Analista de RH em um dos maiores escritórios jurídicos da América Latina.

Twitter: twitter.com/thais_modena
Linked: Thais Modena

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